
Terça-feira, Junho 29, 2004
Técnicas de limpeza...
Ultimamente tenho passado tempo demais no carro... E já se sabe, parados numa fila de trânsito ou ouvimos qualquer coisa na rádio, pensamos na vida ou olhamos para o lado. Contudo a paisagem junto a VCI’s, CREL’s, CRIL’s e afins não é muito apelativa pelo que muitas vezes dou por mim a olhar para quem está ali preso como eu...
E, qual não é o meu espanto e mesmo incredulidade quando reparo que para muitos aquelas 3 opções simplesmente não existem, existindo apenas uma, a limpeza cuidada e esmerada dos pavilhões nasais (vulgo tirar macacos do nariz, limpeza do salão, sótão).
Estou em crer que esta é uma arte dominada com mestria por muita gente, havendo até técnicas sofisticadissimas de limpeza! Não sei qual é a relação carro - limpeza do macaco, mas que há, há! Mesmo em andamento tirar morcões do nariz é uma actividade familiar e partilhada com alegria por muitos condutores.
Assim e depois de análise cuidada posso confirmar que as técnicas subdividem-se em 3 grupos distintos, a saber:
1º - A limpeza com o dedo indicador, infelizmente difícil para quem tem dedos grossos... bom para quem tem unhas compridas.
2º - Limpeza com o dedo indicador ajudado pelo polegar, boa naqueles casos em que o dito morcão está mais à superficie...mais uma vez a unha tipo águia ajuda.
3º - Limpeza para o dedo mindinho para uma limpeza em profundidade... aqui a unha tipo tigre de Benguela é recurso de alguns artistas mas acessível a poucos.
É claro dentro destes grupos há inúmeras variações em que a expressão facial ajuda o asseio nasal, sendo que a mais popular me parece que seja primeira variante, com o auxilio da abertura da boca... e pelo que me é dado a observar quanto mais aberta melhor a limpeza.
De notar que não há regras, sendo que muitos usam a combinação das 3 técnicas para um resultado excelente.
O mais interessante desta actividade higiénica é sem duvida o esperar o resultado da limpeza... O que fazer com a maldita catota que nos levou 25 minutos a tirar com tanto esforço??
A que eu mais gosto de observar, sem qualquer dúvida é o arremesso do morcão justapondo o dedo médio e polegar, qual catapulta. O resultado é muito satisfatório pois a excrescência voa para longe havendo até quem aproveite a oportunidade para fazer “cestos” melhores que o Michael Jordan...
Mas há aqueles que não têm tantas aptidões desportivas e optam por se livrarem do macaco colando-o em alguma parte inacessível do carro como atrás do espelho retrovisor ou ainda nas embaladeiras da porta, ah! não esquecer que debaixo do banco é a mais popular, mas a menos imaginativa.
Mais do que limpar o sótão, estou em crer que tirar morcões do nariz tem um efeito anti-stress muito acentuado, dando uma sensação de liberdade e rejeição por ditames impostos pela sociedade e por gente que não tem catotas no nariz.
Gostava de dissertar mais um pouco sobre este tema... mas estou stressado e é muito difícil escrever só com uma mão!
E quem nunca tirou um macaco do nariz, que atire a primeira pedra!
Abraços a todos e boas limpezas.... ;-)
Banda Sonora: Soundgarden – Fell On Black Days
Sábado, Junho 26, 2004
Aquí te amo.
En los oscuros pinos se desenreda el viento.
Fosforece la luna sobre las aguas errantes.
Andan días iguales persiguiéndose.
Se desciñe la niebla en danzantes figuras.
Una gaviota de plata se descuelga del ocaso.
A veces una vela. Altas, altas estrellas.
O la cruz negra de un barco.
Solo.
A veces amanezco, y hasta mi alma esta húmeda.
Suena, resuena el mar lejano.
Este es un puerto.
Aquí te amo.
Aquí te amo y en vano te oculta el horizonte.
Te estoy amando aún entre estas frías cosas.
A veces van mis besos en esos barcos graves,
que corren por el mar hacia donde no llegan.
Ya me veo olvidado como estas viejas anclas.
son más tristes los muelles cuando atraca la tarde.
Se fatiga mi vida inútilmente hambrienta.
Amo lo que no tengo. Estás tú tan distante.
Mi hastío forcejea con los lentos crepúsculos.
Pero la noche llega y comienza a cantarme.
La luna hace girar su rodaje de sueño.
Me miran con tus ojos las estrellas más grandes.
Y como yo te amo, los pinos en el viento,
quieren cantar tu nombre con sus hojas de alambre.
Pablo Neruda
Ao que acreditamos e ao que construímos entre e em nós!
Banda Sonora: Madredeus - Ecos na Catedral
Sexta-feira, Junho 25, 2004
O valor das coisas não está no tempo que elas duram,
mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem
momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.
Fernando Pessoa
Quarta-feira, Junho 23, 2004
MÁS ALLÁ DEL AMOR
Todo nos amenaza:
el tiempo, que en vivientes fragmentos divide
al que fui
del que seré,
como el machete a la culebra;
la conciencia, la transparencia traspasada,
la mirada ciega de mirarse mirar;
las palabras, guantes grises, polvo mental sobre la yerba,
el agua, la piel:
nuestros nombres, que entre tú y yo se levantan,
murallas de vacío que ninguna trompeta derrumba.
Ni el sueño y su pueblo de imágenes rotas,
ni el delirio y su espuma profética,
ni el amor con sus dientes y uñas, no bastan.
Más allá de nosotros,
en las fronteras del ser y el estar,
una vida más vida nos reclama.
Afuera la noche respira, se extiende,
llena de grandes hojas calientes,
de espejos que combaten:
frutos, garras, ojos, follajes,
espaldas que relucen,
cuerpos que se abren paso entre otros cuerpos.
Tiéndete aquí a la orilla de tanta espuma,
de tanta vida que se ignora y se entrega:
tú también perteneces a la noche.
Extiéndete, blancura que respira,
late, oh estrella repartida, copa,
pan que inclinas la balanza del lado de la aurora,
pausa de sangre entre este tiempo y otro sin medida.
Octavio Paz
Para ti, um beijo do tamanho de tudo o que nos une. Teu.
Banda Sonora: Nada Surf - Killian's red
Sexta-feira, Junho 18, 2004
Deixar-me de mim
foto:Vicktor Reis
Não caminhas comigo...
Embora estejas sempre a atravessar a minha estrada.
Escondes-te por trás das árvores para que não te veja... e vejo-te
E se corro a esconder-me de ti, gritas meu nome à minha procura.
Não me deixas ir...
Não queres também tu deixar-me de mim
Não deixamo-nos e à nossa volta cria-se um fio invisível que nos prende
A espera que ele um dia se rompa.. e partamo-nos de nós.
Banda Sonora: At My Most Beautiful - R.E.M.
Metafísica
De cada vez que nos teus braços
Por uns momentos morro,
Nos abismos de mim o meu amor pede socorro
Como se à força alguém lhe desatasse os laços.
De cada vez apreendo
Que fica em muito pouco, ou nada, aquele tanto
Que o querer ter promete, enquanto
Se não tendo.
Desejar é que é ter! mas não nos basta.
Sonhar é que é possuir sem tédio nem cansaços.
Sei-o, mas só já morto nos teus braços.
Sofre a carne de ter, ou de ser casta.
Sobre o desejo farto, a alma se debruça,
Contempla o nada a que o fartá-lo aponta.
E atrás do mesmo nada eis que ela mesma, tonta,
Vai, se a carne reacende a escaramuça.
Entrar num corpo até onde se oculte
O para Lá do corpo - eis o supremo sonho.
De que desejos o componho,
Se ei-lo se descompõe quando o desejo avulte?
Sôfrega, a carne pede carne. Saciada,
Pede, ela própria, o que jamais sacia.
Para de novo se inflamar, é um dia.
Para de novo desgostar, um nada.
Ai, como não te amar e não te aborrecer,
Carne de leite e rosas, - terra inglória
Do longo prélio-entendimento sem vitória
Que é carne e alma, ter-não ter?
José Régio, Filho do Homem
Obrigada pxinho... gostei bastante!
beijokas!
Quinta-feira, Junho 17, 2004
Deslizar
Aquele barco navega no mar,
Meus olhos acompanham
E me deixo levar por ele
Que destino?
Não sei.
Não importa.
Ele vai... indo chegará a algum lugar
Segue
Seguir também é o que quero agora
Seguir adiante,
Não olhar para trás
Contemplar o horizonte,
Sentir o céu abrindo à minha frente
Sentir nova vida nascendo
Esperança renovando-se
O barco navega,
Navega em mim
Renova
Renasce,
Desliza.
Banda Sonora: Vento no Litoral - Renato Russo
Terça-feira, Junho 15, 2004
Música da Semana!!
Finalmente vamos actualizar a música da semana seguindo umas sugestões que me foram enviadas.
Desta vez os felizardos são os A Perfect Circle.
Os APC surgem no ano de 1999 como um projecto liderado por Billy Howerdel, ex técnico de guitarra dos Guns'N'Roses e TOOL entre outros. O que começou por ser uma brincadeira acabou por ser um projecto forte e seguro em que o Rock é sublimado pela voz de Maynard James Keenan a voz e a alma dos TOOL. No primeiro álbum, forte e de certa forma negro, as participações ficam a cargo de Paz Lenchantin no baixo, agora baixista dos Zwan, Troy Van Leeuwen, na guitarra hoje a tocar com os Queens of the Stone Age, o fabuloso Josh Freese na bateria, além de Maynard e Billy Howerdel.
Este primeiro álbum intitulado de "Mer de Noms" teve um sucesso relativo mas é onde encontramos músicas fabulosas como Judith (cujo vídeo foi realizado por David Fincher que todos conhecemos de Seven), Orestes ou Sleeping Beauty.
A aventura continuou e os APC editam "The Thirteenth Step" o seu segundo álbum no final do ano passado.
É sem qualquer dúvida um dos melhores álbuns do ano!! Quem pensava que o Rock na sua pureza de forma e na sua capacidade de fundir vários estilos tinha morrido, desenganou-se.
Neste álbum a voz de Maynard é explorada de forma virtuosa, a musicalidade bebida a vários estilos musicais e influências é inovadora e assombrosa. É aquele tipo de álbum que não basta ouvir uma vez, mas que cresce em nós à medida que vamos ouvindo e percebendo as suas subtilezas e as suas intenções.
Se música fosse magia, seria assim.
Os APC brindaram-nos com a sua presença em Portugal, no Coliseu dos Recreios, em 20/01/2004, para um concerto genial!! A casa completamente a abarrotar rendeu-se à música... eu também!! Foi sem dúvida dos melhores concertos que vi. Entrou directamente para o Top 5...
Com uma nova formação os APC ficaram não só melhores, mas mais puros e mais eles mesmos.
Esta nova formação conta agora com: James Iha na guitarra, escusado será dizer ex Smashing Pumpkins e Jeordie White antigamente conhecido como Twiggy Ramirez, também escusado dizer... ex baixista de Marilyn Manson.
Assim, a música que vos propomos é The Noose, uma alegoria a um anjo caído cujo "Halo" ou Áurea se prende ao seu pescoço, como a corda no pescoço do condenado. Letra, música, voz, melodia, harmonia a essência do Rock para vocês.
Espero que gostem tanto quanto eu!!
Banda Sonora: PJ Harvey - Shame ( o novo álbum que aconselho vivamente!!)
Domingo, Junho 13, 2004
Tocha Olímpica no Brasil
Pela primeira vez na história das olimpíadas a tocha olímpica irá percorrer todos os continentes do mundo. E o país que representará a América do Sul será o Brasil. O fogo símbolo dos jogos passa na cidade maravilhosa, Rio de Janeiro, uma das candidatas para a olimpíada de 2012, hoje, dia 13 de junho.
O responsável pelas Relações Internacionais do COB, Carlos Roberto Ozório, disse que "a expectativa internacional pela passagem da Tocha pelo Rio de Janeiro é muito grande. Nós já fomos informados, pelo próprio Comitê Olímpico Internacional, que o número de convidados estrangeiros que virá é maior do que o das outras cidades que estão recebendo a chama Olímpica".
A tocha saiu da Grécia no dia 25 de março passando pela Austrália, último país a sediar os jogos, Japão, China, Índia e pela primeira vez no continente africano, no Egito e África do Sul.
Agora a tocha poderá ser vista pelos brasileiros e seguirá viagem para o México e demais países. Ao todo o fogo olímpico percorrerá 34 cidades. A cerimônia de abertura da Olimpíada de Atenas, será no Olympic Stadium no dia 13 de agosto deste ano. O estádio será o local que ficará a pira olímpica.
A Tocha Olímpica de Atenas 2004 foi desenhada pelo grego Andreas Varotsos inspirada nas linhas de uma folha de oliveira. Pesando 700 gramas e com 68 cm de comprimento, a Tocha é feita de metal e madeira de oliveira.
A oliveira é um dos símbolos mais tradicionais e fortes da Grécia, além de ser um símbolo mundial de paz e liberdade. Presente na arte e na mitologia gregas, a oliveira é uma árvore sagrada para as nações do Mediterrâneo.
Veja aqui...
ONU(UNCTAD)em São Paulo-SP-Brasil
saiba mais...
Quinta-feira, Junho 10, 2004
Equilíbrio (paixão e razão)
Copyright © 1999 Fernando Vilela
Na balança estão a razão e a paixão
Eles se olham.. descobrem-se
Testam entre eles suas partes iguais.
Descobrindo afinidade a razão pula sobre a paixão e ela afunda..
A razão pesa demais sobre os ombros da paixão.
Desequilíbrio, desgaste, desordem, caos...
Reagindo a desordem e ao desequilíbrio, a paixão ergue-se,
Tão súbita e firme que a razão fica ao seu lado, pequena... tímida
Análise.
Sentindo-se desorientada, com pensamentos estranhos,
Perturbada,
A razão pensa sem nexo, sem lógica ..
Análise.
E se por momentos se sente limitada, sem espaço, aprisionada,
Também a paixão se aquieta e se torna formal..
Ao olharem-se outra vez, descobrem-se semelhantes e seduzidos,
Diferentes e seduzidos
Idéias diferentes, caminhos iguais...
Eles seguem, se olham e...
Seguem.
Buscam o equilíbrio.
Descobrem-se e se respeitam
Amam-se e se recriam...
Nascendo nova razão, nova paixão
Juntos, sincrônicos
Inspirados um com o outro,
Descobrem-se espelhos
Refletem-se e..
Percebem-se diferentes, iguais, diferentes..
Descobrem a essência do ser e do parecer..
Do querer e realizar. De ver e também olhar
Descobrem-se metades que se encontram
E se equilibram.
Análise?
Conclusão.
Copyright © 1999 Fernando Vilela
Na balança estão a razão e a paixão
Eles se olham.. descobrem-se
Testam entre eles suas partes iguais.
Descobrindo afinidade a razão pula sobre a paixão e ela afunda..
A razão pesa demais sobre os ombros da paixão.
Desequilíbrio, desgaste, desordem, caos...
Reagindo a desordem e ao desequilíbrio, a paixão ergue-se,
Tão súbita e firme que a razão fica ao seu lado, pequena... tímida
Análise.
Sentindo-se desorientada, com pensamentos estranhos,
Perturbada,
A razão pensa sem nexo, sem lógica ..
Análise.
E se por momentos se sente limitada, sem espaço, aprisionada,
Também a paixão se aquieta e se torna formal..
Ao olharem-se outra vez, descobrem-se semelhantes e seduzidos,
Diferentes e seduzidos
Idéias diferentes, caminhos iguais...
Eles seguem, se olham e...
Seguem.
Buscam o equilíbrio.
Descobrem-se e se respeitam
Amam-se e se recriam...
Nascendo nova razão, nova paixão
Juntos, sincrônicos
Inspirados um com o outro,
Descobrem-se espelhos
Refletem-se e..
Percebem-se diferentes, iguais, diferentes..
Descobrem a essência do ser e do parecer..
Do querer e realizar. De ver e também olhar
Descobrem-se metades que se encontram
E se equilibram.
Análise?
Conclusão.
Quarta-feira, Junho 09, 2004
Uma beleza quase infantil
Era tarde. O sol estava se pondo, a imagem era de um enorme céu vermelho-alaranjado, belo e enigmático. Fez-me refletir, analisar sobre a natureza, sua beleza e perfeição.
Duas crianças brincavam completamente alheias a tudo que eu observava, mas pude ver em seus olhos, em seus rostos, uma beleza comparada àquela paisagem. Corriam. Gritavam, se movimentavam todo o tempo e aos poucos me vi a terceira delas.
A sensação de liberdade, de despreocupação, havia tomado conta de mim... Eu era uma criança, voltava em alguns instantes a ser novamente criança e adorava sentir aquilo. Num impulso infantil corri ao encontro delas e vivi plenamente essa fantasia. É como se tudo se esvaziasse de mim, dando lugar a uma natureza exclusivamente infantil.
Éramos três crianças, e eles me viam exatamente assim, pois são capazes de nos olhar com seus olhos puros e sem preconceitos... Senti-me feliz. Aquelas crianças fizeram brotar em mim uma criança que andava adormecida mas, que vez por outra eu a sentia querendo acordar.
Era um final de tarde. Uma bela tarde!
Sábado, Junho 05, 2004
Espero-te de outono a outono...
© 2002 - Helena Maria Milheiro
Quando virás?...
Sexta-feira, Junho 04, 2004
Euro...
Confesso que já estou um bocado farto de tanto futebol e principalmente de tanto Euro! Até o papel higiénico patrocina o Euro 2004 e honestamente a minha paciência está a acabar. Pelo menos no WC eu merecia alguma paz... ;-)
Penso que tantos milhões de euros poderiam ter sido utilizados de uma forma melhor, equitativa, proveitosa, frutuosa e noutro tipo de evento mas principalmente de forma a beneficiar TODOS os Portugueses e não apenas clubes de futebol no seu ambito mais restrito.
Contudo, uma vez que o evento está aí à porta penso que devemos fazer a nossa parte para que seja um sucesso.
Eu vou fazer a minha parte apoiando de forma inequívoca a nossa selecção!!
E começo pelos links no nosso Blog para o evento e ainda com uma imagem de apoio à nossa selecção!
VIVA PORTUGAL!!
Banda Sonora: TOOL - The Grudge
Quinta-feira, Junho 03, 2004
Pulp Fiction
Além de um extraordinário filme é agora um teste!
Eu não sabia... mas sou um "Bad Motherfucker"... hehehe
Qual personagem do Pulp Fiction és Tu??
You don't tolerate shit. The .45 you carry in you pocket is scary, but your words are the real threat, especially when you decide to get Biblical. Try to take it easy, but maintain that edge of yours, which tends to keep people wary in your presence. Take the What Pulp Fiction Character Are You?
|
Banda Sonora: The Jesus And Mary Chain - Just Like Honey (recordando...)
Quarta-feira, Junho 02, 2004
Rui,
Obrigada por este poema fantástico!
beijo.
DECIR, HACER
Entre lo que veo y digo,
Entre lo que digo y callo,
Entre lo que callo y sueño,
Entre lo que sueño y olvido
La poesía.
Se desliza entre el sí y el no:
dice
lo que callo,
calla
lo que digo,
sueña
lo que olvido.
No es un decir:
es un hacer.
Es un hacer
que es un decir.
La poesía
se dice y se oye:
es real.
Y apenas digo
es real,
se disipa.
¿Así es más real?
Idea palpable,
palabra
impalpable:
la poesía
va y viene
entre lo que es
y lo que no es.
Teje reflejos
y los desteje.
La poesía
siembra ojos en las páginas
siembra palabras en los ojos.
Los ojos hablan
las palabras miran,
las miradas piensan.
Oír
los pensamientos,
ver
lo que decimos
tocar
el cuerpo
de la idea.
Los ojos
se cierran
Las palabras se abren.
Octavio Paz
Banda Sonora: Pictures of you - The Cure
Terça-feira, Junho 01, 2004
Não estarei à espera de um amor verdadeiro... estarei vivendo o amor sem pressa, milênios, milênios no ar... em silêncio.
maio/2004
© 2004 - X. Maya
...Não se afobe, não
Que nada é pra já
O amor não tem pressa
Ele pode esperar em silêncio
Num fundo de armário
Na posta-restante
Milênios, milênios
No ar...
Chico Buarque

