Domingo, Julho 31, 2005
 
Missão difícil...

Missão difícil esta minha de tentar preencher um pouco do espaço vazio que ficamos com estas merecidas férias do Zoo. Mas, fico algum tempo aqui com vocês com muito gosto e espero que a ausência dele seja traduzida em férias inesquecíveis.
Vamos, animem-se o tempo passa rápido e prometo que vou me esforçar para dar alguma cor ao branco desta ausência...
Por agora, fiquem com um poema que, claro, dedico ao ZooMancer meu companheiro de tantos sonhos!

Peixe ao luar

Um peixe,
Um mergulho e um sonho...
Águas mornas, águas frias
Águas
No céu uma lua,
Minguante, crescente
Cheia

Sábado, Julho 30, 2005
 
FÉRIAS!!! BOU BAZAAARRRRR!

Finalmente este vosso criado vai fugir para longe! Descansar, dormir, comer e beber, divertir-se!
Caramba eu mereço!!
Portanto, até ao fim do mês não vou estar cá, contudo o blog não vai ficar sozinho nem abandonado. Uma pessoa muito querida vai escrever para nós durante este mês.
A casinha está bem entregue!
Vou indo amigos, estou atrasado e ainda tenho de dar comida à gata e meter os canários numa gaiola! hehehe
Beijocas e Abraços para todos!!
Arrivederci!!!

Banda Sonora: The House Of Love - Christine

Quinta-feira, Julho 28, 2005
 
Há dois anos que andamos por cá!!

Dia 23 de julho 2003 eu e a Lualil do
Traduzir-se começamos a voar neste nosso cantinho. O que começou por ser uma brincadeira foi-se consolidando e 24 meses depois por cá continuamos a dizer alguns disparates, desabafos e a dar música a quem tem a gentileza de por cá passar.
Como tudo a vida o blog evoluiu, a Lualil seguiu o seu caminho e por cá fiquei eu entre o sono e alguns sonhos.
Dois anos excelentes de muita partilha e experiências únicas que muito me enriquecem por tudo o que aprendi ao escrever e principalmente por todos os que por cá passaram.
A vocês que vão lendo pacientemente este blog fico a dever não só muitas horas de prazer mas também de partilha de experiências e conhecimentos excepcionais.
Agradeço do fundo do coração a todos!!!
A “blogosfera” é talvez o que de mais puro há na internet, é um espaço de liberdade em que cada um diz aquilo que lhe vai na alma, desde o mais simples pensamento à partilha mais íntima. Em noites de insónia fui descobrindo que afinal vale a pena andar por cá e ler alguns blogs escritos com a alma e por vezes com o coração nas mãos. É um espaço de excelência para a troca e partilha e é para mim um privilégio fazer parte desta “comunidade” de escribas.
Mas nem tudo são rosas... há alturas em que não apetece escrever ou simplesmente não há tempo. Gostava de ter mais tempo para actualizar este nosso cantinho ou escrever mais e principalmente melhor.... mas paciência, cá o rapaz faz o que pode!!
O ponto mais baixo deste blog foi eu constatar que sem saber ou sequer me terem perguntado, o nosso blog está “linkado” no blog do Tino de Rans... e o pior é que lá estamos sob a epígrafe “Amigos e simpatizantes”. Nem sou amigo desse senhor e muito menos sou simpatizante. (Obrigado ao Barbarossa pela chamada de atenção).
Mas enfim podia ser pior!! Hehehe.....
Meus amigos, concluo agradecendo do fundo do coração a todos os que por cá passam e a todos os que vão deixando os seus comentários, alguns guardo no meu coração. Aos leitores fieis (sim temos alguns...) aquele grande abraço ou beijão repenicado, voçês sabem quem são e onde estão no meu coração!
(Uma palavra especial para o Victor que nos dedicou uma bela flor na sua
Oficina das Idéias comemorando estes dois anos antes mesmo de nós o termos feito, o meu muito obrigado.)
O sonho continua!

Banda Sonora: Nick Cave and The Bad Seeds - Breathless

Segunda-feira, Julho 18, 2005
 
Falta de inspiração!

Estou sem inspiração. Estou num daqueles dias em que até me apetece escrever mas não sei por onde começar e confesso que nem sei sobre o quê.
Poderia falar do tempo, que está fantástico.... ou sobre os atentados em Londres, que são uma barbaridade... enfim sobre todas aquelas coisas que todos nós falamos em dias como estes ou no elevador a caminho do dentista. Frases feitas, intenções gerais, palavras ao vento e nada a dizer...
Mas não me apetece.
Olhando para esta folha em branco e para este teclado tão gasto que algumas letras já desapareceram, penso que o que gostaria mesmo que acontecesse era que por artes mágicas um texto fantástico surgisse vindo do nada.
Aquela coisa escrita em 2 minutos e que soa bem, que é fácil de ler, compreensível e que de alguma forma toca alguém. Isso sim é o que conta e o que sinto prazer em fazer, mas hoje.... hoje não me apetece.
Falar de nada, é por outro lado quase tão difícil como falar de alguma coisa e este post é disso um exemplo, várias linhas, várias palavras e ainda não disse nada...
Voltando ao elevador, já repararam que naqueles elevadores com música a música é sempre a mesma?? - Normalmente é Kenny G. Se bem que ultimamente o elevador lá do escritório tem passado aqueles arranjos de música pop tocada com flautas incas... mau para a música pop e mau para as flautas incas. Ah, odeio a versão do Yellow Submarine dos Beatles entrar de manhã no elevador ouvir aquilo é como me espetarem um prego entre a unha e o dedo... a minha curta viajem até ao 3º andar torna-se numa descida aos infernos.
Aquela musiquita é mais ou menos como o post de hoje, está lá, mas ninguém se importa com ela e nem mesmo o autor...
Assim sendo, acho que vou deixar o post por aqui mesmo. Vou fazer a janta que isto de dizer inutilidades de barriga vazia custa muito!!
Deixo-vos um poema do nosso Alberto Caeiro, como sempre genial.


Vive

Vive, dizes, no presente,
Vive só no presente.

Mas eu não quero o presente, quero a realidade;
Quero as cousas que existem, não o tempo que as mede.

O que é o presente?
É uma cousa relativa ao passado e ao futuro.
É uma cousa que existe em virtude de outras cousas existirem.
Eu quero só a realidade, as cousas sem presente.

Não quero incluir o tempo no meu esquema.
Não quero pensar nas cousas como presentes; quero pensar nelas como cousas.
Não quero separá-las de si-próprias, tratando-as por presentes.

Eu nem por reais as devia tratar.
Eu não as devia tratar por nada.

Eu devia vê-las, apenas vê-las;
Vê-las até não poder pensar nelas,
Vê-las sem tempo, nem espaço,
Ver podendo dispensar tudo menos o que se vê.
É esta a ciência de ver, que não é nenhuma.

Alberto Caeiro


Banda Sonora: The Arcade Fire - Neighbourhood #1 (Tunnels)

Terça-feira, Julho 05, 2005
 
Pensa por ti, questiona!

Através da história a Humanidade foi sendo confrontada com o facto assustador de não sabermos quem somos nem para onde vamos neste oceano de caos.
Foram então as autoridades criadas por nós mesmos, políticas, religiosas, educacionais e militares que tentaram reconfortar-nos dando-nos ordem, regras, lei, regulamentos e informando foram formando na nossa mente a sua própria visão da realidade.
E nisto vamos caminhando de cabeça erguida, andamos na linha e sentimo-nos fantásticos porque fazemos aquilo que nos dizem para fazer, comemos apenas o que nos dão a comer, mas talvez sintamos que algo mais poderia existir no nosso coração oco. E nesta imensidão de mediocridade que vai sendo a nossa existência vamos cumprindo o papel que alguém nos destinou e pensamos que encaixamos perfeitamente na sociedade no mundo que alguém criou para nós.
Usamos a nossa liberdade de expressão para compensar a falta de liberdade de pensamento e são ditos os maiores disparates sob o aplauso de todos nós. E pior, todas as mentiras valem se servirem o propósito de nos fazer felizes e ignorantes.
Obviamente quem ignora é feliz. Mas será completamente realizado?
Para pensarmos por nós mesmos temos de questionar, questionar a autoridade, questionar as suas razões e aprendermos a colocar-nos numa posição de vulnerabilidade e alguma confusão para que livres de condicionalismos impostos por outros, finalmente nos informemos a nós próprios, formemos as nossas convicções e nos determinemos a algo melhor.
Vivemos de joelhos sendo alimentados por uma máquina que vive da nossa estupidez e bonomia. Não decidindo, não questionando, não participando activamente deixamos que outros o façam por nós. A nossa voz conta mas para sermos ouvidos temos de questionar e não aceitar tudo o que nos é dado.
A verdade (suprema forma de liberdade) é orquestrada pela tal máquina que decide aquilo que é bom para mim e para ti, sem nos ter perguntado o que queremos. E por fim decide de acordo com os seus próprios interesses tendo em vista apenas a sua perpetuação e a continuidade das regalias dos seus membros.
Não sou muito dado a utopias, mas tenho alguns sonhos, um deles é simples.
Pensa por ti!!! Questiona!!

Banda Sonora: The Jesus and the Mary Chain - Sowing Seeds


Powered by Blogger